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Destinando cerca de 50% do valor repassado pelo FNDE à aquisição de alimentos da agricultura familiar, a Alimentação Escolar no município combina qualidade, valorização e aprendizado.

Quando pensamos na importância da alimentação saudável e nos benefícios que ela pode garantir a curto e longo prazo, associamos com a rotina que temos em casa ou até mesmo no trabalho e, assim, tendemos a ignorar um elemento fundamental nesta equação que é parte integrante na vida de milhões de brasileiros: a alimentação escolar.

Sabendo do papel essencial que isso possui no dia-a-dia dos alunos e da necessidade de se oferecer uma gama de produtos que não apenas exerça sua função nutritiva, mas também garanta uma educação alimentar de qualidade, o município de Santa Bárbara reserva uma atenção especial à alimentação nas escolas.

Sob os cuidados das nutricionistas Palloma Costa Lopes e Marina Oliveira Santana, funcionárias da Secretaria de Educação, a chamada Merenda Escolar é elaborada com um cardápio único para as escolas da rede municipal de ensino, seguindo as orientações gerais do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

São cinco refeições para a Creche Municipal, três para as escolas em tempo integral e uma para o restante, totalizando 4.249 refeições diárias oferecidas a 3.906 alunos.

As refeições

(Ilustrar em tabela) Na Creche, as refeições se dividem em café da manhã (sempre leite ou um suco, pão ou biscoito), colação (sempre alguma fruta), almoço (arroz, feijão, carne, salada, verdura), um lanche à tarde, às 14h, geralmente com suco natural (laranja com cenoura, beterraba com limão, couve com limão, abacaxi com hortelã ou inhame com laranja), e por fim o jantar às 16h com porções menores.

Segundo as nutricionistas, parte importante do trabalho com as crianças é incentivar cada vez mais a introdução de novos alimentos.

Fruto do Programa Educação Integral, lançado em 2014, as escolas em tempo integral representaram um novo desafio. Muitos pais e alunos não se adaptaram, logo de início, à rotina alimentar, mas após um trabalho de orientação e acompanhamento, as crianças já se alimentam bem, seguindo os horários das três refeições ofertadas.

(Ilustrar em tabela) São elas: café da manhã (leite ou um suco, pão ou biscoito), almoço (arroz, feijão, carne, verdura, salada), lanche (no inverno: caldos, angu à baiana; no resto do ano: bolo de maçã, bolo de aveia, bolo de cenoura, sanduíche natural, biscoito, tortas salgadas, suco natural, e pratos únicos como arroz carreteiro e espaguete).

Nas escolas que funcionam em turno normal, é oferecida somente uma refeição para cada turno, o cardápio é bastante variado, sendo composto por quatro refeições “salgadas” (arroz, feijão, salada, verdura e carne ou um prato único ou ainda caldos no inverno) e um lanche na semana (leite com achocolatado e biscoito, suco e sanduíche, bolo com suco, torta salgada e suco). Nos meses de maio, junho e julho, numa tradição cultural, a canjica doce ganha um pequeno espaço no cardápio.

É importante destacar que nos casos em que há uma rejeição a algum alimento por parte dos alunos de qualquer escola, o ideal é persistir. “Se um alimento é rejeitado a princípio, nós não desistimos. Mudamos a forma de preparo”, afirma a nutricionista Marina.

Os alimentos

Se os cuidados dispostos na preparação do cardápio da alimentação escolar são indispensáveis, a mesma atenção deve ser dada na aquisição dos alimentos. Por meio de um processo de licitação, o pedido de carnes e produtos não perecíveis é feito para o ano todo, já os hortifrutigranjeiros e alimentos da agricultura familiar são realizados semestralmente.

Novo veículo para a Merenda Escolar

Os produtos são levados às escolas através do carro da Alimentação Escolar, recentemente adquirido pela Prefeitura Municipal para promover agilidade e a devida qualidade no transporte dos alimentos.

Elaboração do cardápio junto à Agricultura Familiar

Importante parceira da Merenda Escolar, a agricultura familiar fornece às nutricionistas um cronograma com a relação de disponibilidade de cada produto cultivado para que, a partir dele, elas possam elaborar o cardápio. “Nós compramos de acordo com o que eles irão plantar e quando vão poder colher”, explica a nutricionista Palloma. O que não é possível adquirir junto à agricultura familiar por conta do período de colheita, é comprado no próprio comércio.

Um resultado dessa parceria é a doação, por parte da Prefeitura, de um caminhão para o transporte dos produtos da agricultura familiar, proporcionando melhores condições e qualidade na entrega dos alimentos cultivados.

Santa Bárbara tem conseguido destinar um valor bem acima do mínimo estipulado (30%), do repasse do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), para a aquisição de alimentos oriundos da agricultura familiar.

A educação nutricional

Traçar parcerias com produtores rurais, comprar os produtos e elaborar cardápios balanceados e nutritivos para os quase quatro mil alunos são os aspectos principais da Alimentação Escolar. No entanto, todo esse trabalho não conseguiria resultados eficazes se também não houvesse outro fator essencial: a educação nutricional.

Essa educação é realizada pelas nutricionistas sempre que há demanda das escolas. São feitas palestras para os alunos e treinamentos com as cantineiras. Com as crianças mais novas, são feitos jogos e brincadeiras educativas. Há também um informativo da nutrição disponibilizado nas escolas, abordando informações e curiosidades sobre a alimentação saudável, como exemplo, a importância da água, da Vitamina C e de outros minerais, entre outros temas. Além disso, visitas semanais são feitas à maioria das escolas para acompanhar de perto o trabalho com a alimentação escolar.

Participação Familiar

Assim como na escola, o esforço por uma alimentação saudável é igualmente importante para os estudantes em casa. As nutricionistas aconselham que o ideal seja dar preferência para frutas, legumes e verduras, evitando sempre que possível os industrializados. Refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, balas, chicletes, doces, por exemplo, devem ser consumidos com moderação, e não devem ser levados para as escolas. É indicado também dar preferência às preparações grelhadas e assadas, além do uso comedido do óleo e do sal. Ao concluir elas afirmam: “Nós precisamos sempre da colaboração dos pais”.

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