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Priscilla Tukoff – Bacharel e Licenciada em Educação Física e Artista Plástica

Passamos a vida toda tentando descobrir quem somos. Graças à maturidade também mudamos de opinião a nosso respeito com frequência. Bom, poderia generalizar e dizer que mudamos de opinião sobre todas as coisas, que é uma verdade absoluta, mas nada é mais importante nesse mundo sobre a nossa auto opinião, e já que não estou generalizando, reflito a meu respeito, e vocês, caros leitores, reflitam sobre si próprios.

Quando eu era criança, queria ser veterinária, pediatra e atriz, ao mesmo tempo. Por exclusão, desisti de ser atriz porque nunca fui linda e sempre fui autocrítica. Não poderia jamais lidar com comentários alheios do tipo: “essa menina da roça quer ser atriz?”; simplesmente deletei. Uns 2 anos depois descobri que não queria ser veterinária; gosto muito de animais, mas não a ponto de seguir carreira. Continuei a querer ser médica, até começar a praticar esportes, todos os possíveis. Com 14 anos já sabia que queria ser professora de educação física, mais pelo prazer da prática do que pelo prazer de ensinar; a despeito da minha própria opinião, aos 14 eu já era treinadora de basquete e de handebol (percebi agora quanta petulância! Com 14 anos, treinadora?); logo, eu gostava sim de ensinar, mas não pensava nisso.

Colei grau há 10 anos atrás, e detesto admitir o gosto pela pobreza, mas eu amo o que eu faço e que realmente nasci pra isso. Tenho talento também pra artes manuais gerais como costuras, bordados, pintura, artesanato, enfim, essas coisas que também nunca me farão rica. Você deve estar se perguntando porque falei em riqueza a essa altura do campeonato, e eu te respondo. Em certa altura da vida, quase todo mundo quer mesmo é ser rico. A cabeça funciona como num casamento árabe: “com o tempo, eu vou gostar ‘disso’, já que tem lá suas compensações“. Nessa linha de raciocínio, ainda estudo pra concurso público e já pensei em trabalhar como broker na bolsa de valores. Claro que eu não tenho vocação nenhuma pra isso, mas já pensei! Se vocês analisarem com carinho, vão perceber muitas pessoas em carreiras promissoras, porém sem qualquer vocação para tal.

O fato é que (falando de mim) estou sempre mexendo na balança da minha vida, sem saber qual lado deve pesar mais. O talento e a vocação? O conforto financeiro? O sucesso intelectual? Uma simbiose disso tudo? Ainda não tenho resposta definida. Ainda sou aquela criança que quer ser tudo ao mesmo tempo. Dêem o nome que quiserem – insegurança, bipolaridade, hiperatividade…mas eu sou uma acumuladora de funções, e acumularia mais, se não fosse esse relógio cretino que só me dá míseras 24h!

Como se não bastasse, ainda há outros tipos de relação que devemos equilibrar na nossa balança pessoal, que a essa altura, adquire uma aparência de árvore genealógica, cheia de ramificações e de competências. As escolhas sobre relacionamentos amorosos, educação dos filhos, cuidados domésticos, amigos, família, beleza…isso também é trabalho, também dá trabalho, exige de nós vocação, e se não a possuírmos, pelo menos competência e boa vontade. Diante desse turbilhão de demandas, eu respiro fundo e penso sempre: não deixe a vida te engolir…

Claro! Amanhã posso mudar de opinião sobre tudo, posso virar hippie e morar em Machu Picchu, cheia de dreads e com pouquíssimo dinheiro, mas vale a pena pensar: precisa mudar tudo mesmo ou só ajustar o fiel da balança? Às vezes, as coisas não dão certo só por causa de pequenos detalhes, como por exemplo, a nossa forma de pensá-las. Tenho procurado ajustar as coisas, e tem dado certo. Talvez seja isso que você precisa pra equilibrar sua balança também.

Vou aproveitar pra desabafar e dizer que não tenho mais vergonha de dizer que ainda gostaria de ser atriz. Sim, essa “menina” da roça aqui acha que tem talento pro negócio, e como estou aberta a negociações (sem petulância), não aceito propostas para propagandas de produtos pra hemorroidas, dentaduras, laxantes e congêneres.

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1 Comment

  1. Priscilla disse:

    hahaha, eu gostei! E adorei a foto; ficou ótima Sidiney! Obrigada 😉

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