Adimar (PTB) Bambu (PDT) Bruno Mol (PSDB) Cristiano Vilas Boas (PT) Daniely Alves (PR) Fernando Sampaio (PRB) Juliano Duarte (MD) Leitão (PNT) Marcelo Macedo (PSDB) Pedro do Eldorado (PR) Prof. João Bosco (PP) Raimundo Horta (PMDB) Tenente Freitas (PHS) Tião do Sindicato (PTC) Zezé de Nego (PTB)
 

Entrevista com a vereadora Daniely Alves

27 de fevereiro de 2013

 

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O poder feminino no âmbito político e sua baixa participação

 

Por Dreisse Drielle – Portal Mariana

Mesmo tendo uma mulher ocupando o cargo máximo de uma República, o poder feminino na esfera política ainda é pequeno. Os direitos políticos vieram um pouco tarde, mas chegaram e apesar disso, as mulheres ainda buscam e conquistam espaços melhores e maiores na política contribuindo para um Brasil ainda melhor. As mudanças que o novo sistema político trouxe, abriu caminho para que muitas mulheres decidissem lutar pelos seus direitos, mas ainda assim com certo receio político.

Embora o eleitorado feminino represente a maioria e mesmo havendo uma lei que estabelece uma cota mínima de 30% para a candidatura de mulheres durante as eleições, a participação feminina na política ainda é tímida. A Câmara dos Deputados, por exemplo, conta com somente 9% de participação feminina, número ainda menor que no Senado, onde as mulheres representam 10%.

Hoje, o Brasil conta com a ajuda da Secretaria de Política para as Mulheres que foi criada em 2003 e tem como objetivo fortalecer a inserção das mulheres no meio político através de cursos, palestras e campanhas. Apesar disso, a proporção de candidatas eleitas é baixa. Por exemplo, em 2008 aproximadamente 6.500 vereadoras foram eleitas no nosso país que conta com 5.565 municípios.

Em Mariana, a vereadora Daniely Alves, eleita em 7º lugar com 892 votos, é a única mulher na Câmara. Apesar disso, ela garante que tem apoio e cumplicidade da parte dos outros vereadores e acredita que o maior desafio da sua candidatura é fazer as pessoas acreditarem novamente no poder da política. Abaixo, Daniely fala sobre o papel da mulher no âmbito político e como se sente sendo a única mulher escolhida pelos eleitores. Confira a entrevista na íntegra.

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Dreisse: O que motivou sua candidatura?

Daniely Alves: Gosto da política e estou nesse meio acompanhando o meu marido Zezinho Salete, meu maior incentivador, há quase 10 anos. Abracei essa oportunidade com muita dedicação e responsabilidade e hoje sou representante do povo da cidade que eu amo.

Dreisse: Como é ser a única mulher entre os vereadores da cidade?

Daniely Alves: Um desafio. Ser a única mulher na câmara só aumenta o meu compromisso e a responsabilidade com os cidadãos marianenses. Acredito que, assim como os demais vereadores, tenho muito a somar no cenário político da nossa cidade, pois temos os mesmo objetivos e compromissos, afinal somos representantes do povo.

Dreisse: Qual a importância, afinal, de ter uma mulher com voz ativa nas decisões do legislativo?

Daniely Alves: A importância da mulher com voz ativa nas decisões do legislativo está relacionada com o fato das mulheres vêem a política com um olhar diferenciado, com sensibilidade. O toque feminino e a sensibilidade diante de algumas situações do dia a dia são características presentes no perfil das mulheres e fazem a diferença. Os avanços da mulher no cenário político são expressivos e pode ser citada a eleição da Dilma à Presidência da República. O chamado “sexo frágil” tem mostrado sua competência como empreendedora e cargos de chefia. E a tendência é que a presença feminina se faça notar também na política.

Dreisse: Quais são seus principais projetos e idéias para esses próximos quatro anos?

Daniely Alves: Trabalhar em prol de toda população marianense garantindo saúde, educação e moradia de qualidade. Apoiar também programas que tenham o objetivo de elevar o nível de escolaridade e capacitação das mulheres visando a sua incorporação digna ao mercado de trabalho, além de defender a saúde integral da mulher.

Dreisse: Você acredita que a pouca participação das mulheres no âmbito político tem uma ligação direta com o fato de haver problemas sem ações eficientes que atendam majoritariamente certos problemas femininos, como aborto?

Daniely Alves: Não. Acredito que a pouca participação das mulheres deve ser uma questão cultural na sociedade. Existe ainda o pensamento conservador que atribui as mulheres um papel centrado na maternidade e na família.

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